Por Marllon Eduardo Gauche

Santa Catarina sempre foi um dos estados mais frutíferos na revelação de artistas quando o assunto é música eletrônica e é de lá que mais um novo talento vem surgindo: HNGT. Natural de Brusque, teve como professor ninguém menos que tarter, artista que já tem pelo menos 10 anos de estrada e representa muito bem o Brasil no Techno.

A pandemia o forçou a tomar uma decisão importante: deixar a música de lado ou levá-la a sério para colher os resultados no futuro. Apostou então em muito estudo, dedicação e agora ele celebra seu passo mais importante até aqui, o lançamento do primeiro EP, Self Control, assinado pela nova gravadora Createch. Ele conta um pouco mais sobre essa trajetória no bate-papo abaixo:

Em que momento esse disco começou a ganhar forma? Quando a primeira das cinco faixas foi produzida?

Desde março do ano passado, que foi quando realmente decidi focar de verdade, estudar e me aprofundar na produção musical, eu já vinha sempre mandando algumas tracks que produzia pro tarter, ele sempre curtia e dava feedbacks muito sinceros, apontando possíveis melhorias e dicas, então isso foi me motivando cada vez mais.

Fui estudando e aprendendo, até que chegou em um momento que pedi um feedback pra ele, e além de dar um feedback, ele disse que gostaria de lançar a track, tocou ela na live do Club Engenho, e depois disso nos reunimos e planejamos tudo, essa track foi a ”Balance” primeira do EP que foi produzida em agosto do ano passado.

Ao mesmo tempo em que a pandemia tirou algumas coisas, também oportunizou outras. Como você utilizou esse cenário ao seu favor no último ano?

Acho que o principal pra mim foi me dedicar quase que 100% a estudar e aprender sobre produção, assisti centenas de videoaulas no Youtube e comecei a querer me aprofundar mais. Por conta da pandemia, grandes artistas que são referências pra mim, como Wehbba, Anna e Victor Ruiz, criaram suas masterclasses que foram de onde (com absoluta certeza) aprendi mais a fundo e pude me sentir seguro a lançar meu primeiro EP.

Na sua visão, quais as características mais importantes que um produtor iniciante precisa ter para conquistar seu espaço?

Acredito que força de vontade, curiosidade, dúvida e determinação são as principais, todas elas estão interligadas. Conhecer, trocar ideias, feedbacks, e conhecimento com pessoas que estão buscando o mesmo que você é também algo que pode ser de grande ajuda, além de tudo faça por amor, seja verdadeiro com seus objetivos e metas que as coisas tendem a fluir.

Qual foi a parte mais desafiadora na produção deste EP?

Com certeza a insegurança, pra chegar num resultado que eu considerasse bom, mesmo com bons feedbacks, a insegurança bate forte, ainda mais por ser o primeiro lançamento, inaugurando a gravadora do cara que me incentivou desde o inicio e é grande referência pra mim, isso sempre pesou muito quando eu estava produzindo.

E quanto ao futuro, o que você está mirando para 2021?

Para 2021 eu quero atingir o máximo de pessoas possíveis com minhas tracks do EP, conseguir suportes de artistas ao redor do mundo, e quem sabe de uma das minhas grandes referências. Além disso em breve será lançado também o remix que fiz pro mestre tarter pela Prototype, uma track que eu gostei muito de produzir, com uma sonoridade, que por mais que ainda muito distante, já considero mais próxima da qual eu quero chegar.